Se você chegou até aqui, é bem provável que esteja preocupada com alguma coisa. Talvez a professora tenha comentado que seu filho “não acompanha a turma”. Talvez ele chore na hora da lição. Talvez você esteja há meses com aquela sensação de que alguma coisa não vai bem — e ninguém tenha conseguido te explicar o quê.
Eu converso com mães e pais nesse lugar todos os dias. E a primeira coisa que eu costumo dizer é: perceber que algo precisa de atenção não é falhar. É cuidado.
Sou psicopedagoga, e meu trabalho é entender como uma criança aprende — o caminho que a cabeça dela faz até o conhecimento entrar. Quando esse caminho tem um obstáculo, meu papel é encontrá-lo e construir um desvio que funcione para aquela criança específica. Não existe método que sirva para todas.
Minha formação
- Mestrado em Educação — UERJ
- Mestrado em Estudos Culturais — UFMS
- Pós-graduação em Psicopedagogia — UNINOVE
- Especialização em Neurociência da Aprendizagem e Orientação Educacional — Faculdade Campos Elíseos
- Graduação em Pedagogia — UNICID
- Licenciatura em Arte — UNIJALES
Atuo há 13 anos com crianças em processo de aprendizagem.
Como eu trabalho
Minha abordagem parte da neurociência da aprendizagem: a leitura, a escrita e o raciocínio matemático não são talentos que a criança tem ou não tem. São habilidades que o cérebro constrói, em etapas, e que podem ser estimuladas quando se entende em qual etapa ela travou.
Na prática, isso significa três coisas:
1. Eu observo antes de propor. A avaliação psicopedagógica não é uma prova nem um teste que dá nota. É um processo de escuta — da criança, da família e da escola — para mapear como ela aprende, o que já domina e onde está a dificuldade real. Muitas vezes o problema que aparece na escrita começou lá atrás, na linguagem oral.
2. A intervenção é feita sob medida. Depois do mapeamento, montamos um plano de trabalho com objetivos claros, atividades pensadas para aquela criança e prazos realistas. Nada de apostila pronta.
3. A família entra junto. Uma hora por semana comigo não muda a rotina de uma criança. O que muda é a mãe entendendo por que o filho troca as letras e sabendo o que fazer na hora da lição de casa. Por isso a orientação aos pais e à escola faz parte do trabalho, não é um extra.
Sobre o que eu faço — e o que eu não faço
Prefiro deixar isso claro logo, porque a confusão é comum e ela atrapalha as famílias.
A psicopedagogia cuida da aprendizagem. Eu faço avaliação psicopedagógica, acompanhamento, intervenção nas dificuldades de leitura, escrita e matemática, e orientação a pais e professores.
O que eu não faço: diagnóstico. Diagnosticar dislexia, TDAH, TEA ou qualquer outro transtorno, e emitir laudo, é atribuição do psicólogo, do neuropsicólogo ou do médico — não do psicopedagogo. Quando a avaliação aponta sinais que precisam desse olhar, eu digo com todas as letras e encaminho para o profissional certo.
Isso não é limitação: é o que permite que eu faça bem a minha parte. E quase sempre o melhor resultado aparece quando esses profissionais trabalham juntos.
Por que este site existe
Porque a informação boa sobre aprendizagem infantil, no Brasil, está trancada em artigo acadêmico ou diluída em post de rede social que promete milagre.
Eu atendo um número limitado de crianças por semana — é uma agenda, não uma fábrica. Mas o conteúdo aqui pode chegar a uma mãe em qualquer cidade, às onze da noite, quando ela finalmente senta para pesquisar aquilo que a preocupa desde março.
Se for para ela sair daqui mais calma e sabendo o próximo passo, o site já cumpriu o que se propôs.
[Foto profissional da Ingrid a inserir aqui]
Quer entender o que está acontecendo com seu filho? A avaliação psicopedagógica é o primeiro passo para sair do achismo.

